quarta-feira, 14 de abril de 2010

Criação sem pistolão




DOMINGOS, Carlos. Criação sem pistolão: segredos para você se tornar um criativo de sucesso; Rio de Janeiro: Elsevior, 2003.
Assim como os meninos desejam ser jogadores de futebol quando crescerem, a maioria dos estudantes de publicidade quer ser um criativo quando se formar. Concorrida, a carreira começa no primeiro estágio, nos quais muitos tentarão garantir seu primeiro emprego.
No livro, Carlos Domingos fala da publicidade como uma profissão dependente do amor e dedicação de quem a exerce. Dentre os diversos capítulos é possível conhecer um pouco dos grandes nomes que marcaram a área e até mesmo a história da publicidade.
Voltado para os publicitários que pretendem seguir carreira em criação, o livro contém muitas dicas do que fazer (ou não) para destacar-se no mercado, além de como conseguir, manter sair da agência. Acima de tudo o autor reafirma o óbvio que é necessário conquistar público, mas sempre com muita criatividade e conteúdo.
Se o problema é talento, Domingos encerra essa questão reafirmando que perfil, e é claro, compromisso são fundamentais. Realista, “Criação sem pistolão” também fala das brigas internas e polêmicas da área, como anúncio fantasma. Escrito num formato “livro de cabeceira”, suas 230 páginas tornam-se um manual para qualquer um que se interesse por criação e goste de uma boa leitura.
Cômico e esclarecedor, “Criação sem pistolão” trata a carreira de publicitário criativo de uma forma simples, direta e honesta: corra atrás para ser alguém! Imagine quantos estagiários não recorrem a este livro fazendo dele um guia prático de entrada e sobrevivência no mercado. Repleto de análises e dicas, o texto se mantém interessante da primeira a última página e, é difícil não lê-lo de uma só vez.
Bem, em momento algum o autor esconde que dedicou cada capítulo ao estudante de publicidade, talvez ao profissional da área também, mas especialmente ao estudante. Domingos traz consigo um texto de leitura simples, sem eufemismos ou linguagem formal, ou seja, é acessível a todos que se propuserem a escutar seu discurso.
Nascido em São José dos Campos, o paulista Carlos Domingos, 33, é um dos publicitários brasileiros mais bem-sucedidos. Formado em Marketing na ESPM, passou por grandes agências como a W/Brasil e a DM9DDB. Após conquistar Vários Leões em Cannes e prêmios Abril de Publicidade, Domingos fundou em 1999 a age, juntamente com seus sócios Tomás Lorente e Ana Lúcia Serra. Além de se dedicar a agência, o publicitário escreve para o jornal “Valor econômico” desde 2001.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Páscoa Artesanal


Páscoa é igual todo ano... gastamos dinheiro, compramos mil ovos, esperamos as promoções da semana seguinte para arrecadar o que sobrou nas lojas. Porém, agora o comércio recolhe os ovos na segunda-feira pós-Páscoa para valorizar o fruto do coelhinho burguês e impedir o desperdício.
Então, este ano resolvi fugir das lojas cheias, chocolates industrializados e preços altos. Como não presenteio mais nenhuma criança que necessita de brinquedos e surpresas, resolvi fazer meus próprios ovos de páscoa.



MÃOS A OBRA!



Para isto usei uma barra de chocolate meio-amargo e uma de branco, ambas fraccionadas, específicas para isto. No auge do meu "amadorismo" fiz 5 ovos e muitos bombons em formato de trevo de 4 folhas (todos merecem sorte, ainda mais em formato de chocolate!). Duas formas, uma de ovo e outra de bombom, papéis chumbo, celofane e fitas de fitilho e juta. O toque especial foi o papel chumbo decorado, que muitos confundem com papel alumínio.

Resultado: felicidade dos amigos que receberam bombons de chocolate puro, de chocolate branco com gergelim negro ou crocante, meio-a-meio ou "capuccino" (branco e negro mesclado). A embalagem não ficou excelente pela falta de tempo, mas os ovos ficaram lindos, pena que não os fotografei sem embalagem. Mas, aí está um pequena prova de que qualquer um pode tornar um símbolo comercial da páscoa, numa lembrança afetiva, artesanal e gostosa!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O mundo pós-aniversário


Nesta semana concluí a leitura de um livro que muito me tocou: O mundo pós-aniversário, de Lionel Shriver. Um despertar de sensações constantes a cada página. Confesso que tive acessos rápidos de choro, raiva, enfim, emoções a flor da pele que achei que só teria com o Caçador de pipas.

Não resisti e escrevi uma resenha sobre a fantástica e emocionante obra de Shriver, lançada em 2009.


Resenha do livro “O mundo pós-aniversário” de Lionel Shriver Por Justine Berçani

SHRIVER, Lionel. O mundo pós-aniversário; Rio de Janeiro: Intrínseca, 2009.


O título promete uma literatura conservadora e descritiva sobre alguma questão política não muito atual. E assim a autora Lionel Shriver vai seduzindo os leitores ao mostrar um texto levemente confuso no início, mas que passa a fazer total sentido quando se mergulha no capítulos que seguem.

O livro conta a história de Irina McGovern, uma ilustradora de livros infantis casada há dez anos com Lawrence Trainer, um intelectual que trabalha em um centro de estudos estratégicos. Sua vida calma e rotineira é interrompida quando em um dos tradicionais jantares de aniversário do amigo e jogador de sinuca Ramsey Action, o marido se ausenta e ela vai comemorar a sós com o amigo.

A partir deste momento começa o drama da dedicada Irina. O ilustre diferencial de Shriver nesta obra é permitir que o leitor saiba quais os destinos da personagem principal a partir das duas opções dela. Assim, o livro é dividido em capítulos brancos e pretos, nos quais a autora alterna a escolha tomada por Irina.

Durante a leitora é possível confundir-se entre os capítulos, mas o tom das palavras e o sentimento descrito das situações situam com facilidade a leitura, que provoca sensações de raiva, tristeza, amor e semelhança. Com a descrição de cada escolha de Irina, o leitor poderá optar pela preferência de personagem masculino e saber o resultado de sua própria opinião pessoal neste dilema.

“O mundo pós-aniversário” é um excelente representante de um dos maiores dilemas da vida: quem amar. Em 542 páginas, o leitor há de saborear-se com a narrativa da vida de Irina e a mais séria decisão de sua história: resistir a vontade de beijar Ramsey e trair o marido ou manter-se íntegra e continuar vivendo uma estabilidade morna.

Nascida em 1957, Margaret Ann Shriver mudou seu nome para Lionel Shriver aos 15 anos por gostar da sonoridade emitida pelo atual. Proveniente da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a americana é formada e pós-graduada pela Universidade de Columbia. Autora de oito livros, entre eles o aclamado Precisamos falar sobre Kevin que ganhou o prêmio Orange em 2005, a escritora e jornalista já viveu em Nairóbi, Bangcoc e Belfast. Atualmente mora em Londres e escreve para jornais como o The Economist, sendo colunista oficial do The Guardian.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

We're Going To Be Friends

Desde que vi Juno fiquei tocada. O filme é ingênuo, mas sua construção é tão bonita que me tocou aos apoucos. Além disso, a trilha era ótima e me traz a vontade de fazer um segundo filme, e nele tocaria esta música:


"Fall is here hear the yell
back to school ring the bell
brand new shoes, walking blues
climb the fence, books and pens


I can tell that we´re going to be friends
I can tell taht we´re going to be friends


Walk with me, Suzy Lee
through the park and by the tree
we will rest upon the ground
and look at all the bugs we found
safely walk to school without a sound
safely walk to school without a sound"


We´re going to be friends
WHITE STRIPES