
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
"Don´t leave me high..."
Há dias algo me dizia para procurar meu incrível Cd do Radiohead com todas as músicas em MP3 e eu não senti que era um sinal... Cá estou com vontade de ouví-los sem poder.
Li o "livro de Eva" emprestado por minha querida amiga Roberta, ganhei e estou lendo "Conversas com Pedro Almodóvar" dado por minha amada namorada também chamada Roberta e me preparando para encarar mais um Lionel Shriver com "Precisamos falar sobre o Kevin"...
Enfim, li livros, vi filmes, bebi umas cervejas e uns Hi-fis e de repente... Todos resolveram me amar, me querer e me desrespeitar ao mesmo tempo.. Quando as pessoas se tornaram tão agressivas com seus sentimentos? Um dia você senta no bar para trocar uma idéia, no outro estão desesperados para têr-lhe. O pior é que nem acredito em algo tão profundo ou profano digno disso, ainda mais comigo envolvida.
Resta-me ouvir Radiohead, deitar na cama, não cozinhar, pensar na pessoa que amo e acreditar que já que tudo não foi um pesadelo, todos possam sair sem feridas para que eu possa ser feliz sabendo que todos estaremos felizes. Eu demorei para encontrar o amor dos meus sonhos, e sei que eles também encontrarão... O tempo dá um jeito em tudo, ele é foda...
sábado, 26 de junho de 2010
Como ser um verme
Segundo o Dicionário Aurélio, o substantivo masculino verme refere-se a todos os animais invertebrados, à exceção dos insetos. No sentido popular, verme é o nome remetido às larvas de muitos insetos sem patas, porém na forma figurativa temos uma pessoa desprezível, infame. É dela que falaremos:
Como se tornar um verme:
1. O primeiro passo é muito importante. Você deve ter certeza de que é exatamente isso que quer, ao menos que aconteça de forma gradativa e espontânea sem que seja perceptível.
2. Uma vez voluntário é necessário se deixar levar pelo que há de melhor no universo, os pecados capitais. Escolha dois deles, os seus preferidos. Ressalto que a preguiça é quase que um pecado obrigatório. A gula é bem-vinda também!
3. Tranque-se, evite, fuja, corra, isole-se de todos. Fique acompanhado somente dos seus pecados, no mais puro tédio.
4. Abandone-se. Nada de fazer a barba, a sobrancelha, a unha, o que quer que seja.. ao menos que o estado atual seja aterrorizante e extremamente relevante para ser cuidado.
5. Arrume desculpas para o universo crer, inclusive você mesmo. Acreditar no que você diz neste momento é a maior prova de que estás conseguindo virar um deles. Lembre-se que há dinheiro, filmes, estudos, trabalhos, doenças, paranóias, família, enfim, motivos não faltam.
6. Fique deitado, durma o máximo que puder, ou fique apenas deitado, desfrutando de vossa condição de Nada fazendo Nada.
7. Curta-o. Sim, estou falando dele mesmo. É, o tédio! Exatamente, t-é-d-i-o! Pense que poderia fazer mil coisas, que você tem saúde, amigos, namorados(as), familiares, passeios, tudo para ser feliz e muito mais, porém você prefere estar ali. Pensando tédio, vivendo ócio.
8. Relaxe a postura, as roupas, coce a cabeça de vez em quando e boceje o máximo que puder. Se for interessante, faça tudo isso na frente do computador ou simplesmente sentado na cama (ou os dois!).
9. Largue um dos pecados e fique só com a preguiça, esta é a falência final e total de sua salvação ou reversão do processo ao qual se submeteu.
10. Pronto, agora você é um verme, Verme.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Cookies de tomate seco, manjericão e parmesão

quarta-feira, 14 de abril de 2010
Criação sem pistolão

DOMINGOS, Carlos. Criação sem pistolão: segredos para você se tornar um criativo de sucesso; Rio de Janeiro: Elsevior, 2003.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Páscoa Artesanal


Resultado: felicidade dos amigos que receberam bombons de chocolate puro, de chocolate branco com gergelim negro ou crocante, meio-a-meio ou "capuccino" (branco e negro mesclado). A embalagem não ficou excelente pela falta de tempo, mas os ovos ficaram lindos, pena que não os fotografei sem embalagem. Mas, aí está um pequena prova de que qualquer um pode tornar um símbolo comercial da páscoa, numa lembrança afetiva, artesanal e gostosa! quinta-feira, 8 de abril de 2010
O mundo pós-aniversário
Nesta semana concluí a leitura de um livro que muito me tocou: O mundo pós-aniversário, de Lionel Shriver. Um despertar de sensações constantes a cada página. Confesso que tive acessos rápidos de choro, raiva, enfim, emoções a flor da pele que achei que só teria com o Caçador de pipas.
Não resisti e escrevi uma resenha sobre a fantástica e emocionante obra de Shriver, lançada em 2009.
SHRIVER, Lionel. O mundo pós-aniversário; Rio de Janeiro: Intrínseca, 2009.
O título promete uma literatura conservadora e descritiva sobre alguma questão política não muito atual. E assim a autora Lionel Shriver vai seduzindo os leitores ao mostrar um texto levemente confuso no início, mas que passa a fazer total sentido quando se mergulha no capítulos que seguem.
O livro conta a história de Irina McGovern, uma ilustradora de livros infantis casada há dez anos com Lawrence Trainer, um intelectual que trabalha em um centro de estudos estratégicos. Sua vida calma e rotineira é interrompida quando em um dos tradicionais jantares de aniversário do amigo e jogador de sinuca Ramsey Action, o marido se ausenta e ela vai comemorar a sós com o amigo.
A partir deste momento começa o drama da dedicada Irina. O ilustre diferencial de Shriver nesta obra é permitir que o leitor saiba quais os destinos da personagem principal a partir das duas opções dela. Assim, o livro é dividido em capítulos brancos e pretos, nos quais a autora alterna a escolha tomada por Irina.
Durante a leitora é possível confundir-se entre os capítulos, mas o tom das palavras e o sentimento descrito das situações situam com facilidade a leitura, que provoca sensações de raiva, tristeza, amor e semelhança. Com a descrição de cada escolha de Irina, o leitor poderá optar pela preferência de personagem masculino e saber o resultado de sua própria opinião pessoal neste dilema.
“O mundo pós-aniversário” é um excelente representante de um dos maiores dilemas da vida: quem amar. Em 542 páginas, o leitor há de saborear-se com a narrativa da vida de Irina e a mais séria decisão de sua história: resistir a vontade de beijar Ramsey e trair o marido ou manter-se íntegra e continuar vivendo uma estabilidade morna.
Nascida em 1957, Margaret Ann Shriver mudou seu nome para Lionel Shriver aos 15 anos por gostar da sonoridade emitida pelo atual. Proveniente da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a americana é formada e pós-graduada pela Universidade de Columbia. Autora de oito livros, entre eles o aclamado Precisamos falar sobre Kevin que ganhou o prêmio Orange em 2005, a escritora e jornalista já viveu em Nairóbi, Bangcoc e Belfast. Atualmente mora em Londres e escreve para jornais como o The Economist, sendo colunista oficial do The Guardian.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
We're Going To Be Friends
