Nesta semana concluí a leitura de um livro que muito me tocou: O mundo pós-aniversário, de Lionel Shriver. Um despertar de sensações constantes a cada página. Confesso que tive acessos rápidos de choro, raiva, enfim, emoções a flor da pele que achei que só teria com o Caçador de pipas.
Não resisti e escrevi uma resenha sobre a fantástica e emocionante obra de Shriver, lançada em 2009.
SHRIVER, Lionel. O mundo pós-aniversário; Rio de Janeiro: Intrínseca, 2009.
O título promete uma literatura conservadora e descritiva sobre alguma questão política não muito atual. E assim a autora Lionel Shriver vai seduzindo os leitores ao mostrar um texto levemente confuso no início, mas que passa a fazer total sentido quando se mergulha no capítulos que seguem.
O livro conta a história de Irina McGovern, uma ilustradora de livros infantis casada há dez anos com Lawrence Trainer, um intelectual que trabalha em um centro de estudos estratégicos. Sua vida calma e rotineira é interrompida quando em um dos tradicionais jantares de aniversário do amigo e jogador de sinuca Ramsey Action, o marido se ausenta e ela vai comemorar a sós com o amigo.
A partir deste momento começa o drama da dedicada Irina. O ilustre diferencial de Shriver nesta obra é permitir que o leitor saiba quais os destinos da personagem principal a partir das duas opções dela. Assim, o livro é dividido em capítulos brancos e pretos, nos quais a autora alterna a escolha tomada por Irina.
Durante a leitora é possível confundir-se entre os capítulos, mas o tom das palavras e o sentimento descrito das situações situam com facilidade a leitura, que provoca sensações de raiva, tristeza, amor e semelhança. Com a descrição de cada escolha de Irina, o leitor poderá optar pela preferência de personagem masculino e saber o resultado de sua própria opinião pessoal neste dilema.
“O mundo pós-aniversário” é um excelente representante de um dos maiores dilemas da vida: quem amar. Em 542 páginas, o leitor há de saborear-se com a narrativa da vida de Irina e a mais séria decisão de sua história: resistir a vontade de beijar Ramsey e trair o marido ou manter-se íntegra e continuar vivendo uma estabilidade morna.
Nascida em 1957, Margaret Ann Shriver mudou seu nome para Lionel Shriver aos 15 anos por gostar da sonoridade emitida pelo atual. Proveniente da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a americana é formada e pós-graduada pela Universidade de Columbia. Autora de oito livros, entre eles o aclamado Precisamos falar sobre Kevin que ganhou o prêmio Orange em 2005, a escritora e jornalista já viveu em Nairóbi, Bangcoc e Belfast. Atualmente mora em Londres e escreve para jornais como o The Economist, sendo colunista oficial do The Guardian.
a resenha foi ótima, vou procurar olivro
ResponderExcluirAdorei amiga!!!
ResponderExcluirto orgulhosa de vc!!
bj
Ju
ResponderExcluirtemos sorteio de livro no Mix! Te espero!
bj
Olá, Justine.
ResponderExcluirComecei a ler esse último livro da Lionel ontem... E estou adorando.
Dela eu já tinha lido "Precisamos falar sobre Kevin", uma leitura intensa, perturbadora, a qual fica a sugestão.
Abraço,
Djalma